Os Kamayurá vivem no Mato Grosso, no Parque Nacional do Xingu, região conhecida como Alto-Xingu e estão divididos em três aldeias, Morená, Jacarezinho e Kamayurá - a aldeia principal. Pesquisa do Ipeax (Instituto de Pesquisa Etno Ambiental Xingu), realizada em 2011, registrou 467 Kamayurá - população total. O primeiro contato com não-indígenas ocorreu por meio do médico, explorador e antópologo Karl von den Stein, numa de suas expedições ao Brasil Central em 1884. Posteriormente, o contato se tornou regular com os irmãos Villas-Boas. Os Kamayurá falam a língua Tupi-Guarani, pertencente ao tronco Tupi, e partilham uma série de aspectos culturais com povos vizinhos no Parque Nacional do Xingu, como por exemplo, formato da aldeia, malocas, hábitos alimentares, adereços e ritos intertribais, devido ao forte contato intertribal iniciado em épocas passadas. Seus rituais estão relacionados às etapas da vida. O mais conhecido é o Kuarup, realizado no falecimento. Outras cerimônias sagradas acontecem para passagem da infância para a fase adulta e colheitas. As mulheres Kamayurá se adornam com colares de miçangas, amarrações nas pernas e pinturas corporal e facial feitas com jenipapo e urucum. Já os homens, pintam os cabelos com urucum, usam colar de caramujo, cinto de miçanga e pintam o corpo com jenipapo. Praticam luta corporal e a brincadeira Ywa Ywa. Já participaram de duas edições dos jogos.

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