Os Karajá estão divididos entre os estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e Tocantins. A maior parte deles ainda vive no território original, a beira do Rio Araguaia (TO). Pela contagem da Funasa, realizada em 2010, a população conta com 3.198 pessoas. A história relata duas frentes de contato dos homens brancos com os Karajá. A primeira representada pelas missões jesuítas, em 1958, com os indígenas do baixo Araguaia. A segunda, liderada pelas bandeiras paulistas rumo ao Centro-Oeste, entre 1718 a 1746. Falam a língua Karajá do tronco linguístico Macro-Jê. O nome deles foi atribuído por outros grupos, não se sabe qual, mas, significa em Tupi "macaco grande". Se autodenominam Iny, "nós". Os Karajá possuem dois grandes cerimoniais, o Hetohoky, rito de iniciação masculina e a festa de Aruanã, apresentada em ciclos anuais onde sobem e descem o Rio Araguaia. As pinturas são representadas pelas fases da vida. Os indígenas que já passaram da puberdade devem ter os dois círculos pretos no rosto em todos os rituais. A pintura corporal é diferente para homens e mulheres e varia de acordo com a categoria de idade. Em suma, utilizam-se do sumo do jenipapo, da fuligem do carvão e do urucum. Eles também usam plumarias elaboradas nos cocares, como lori lori e brincos. Também são muito conhecidos pelas bonecas de cerâmicas. Já participaram de 10 edições dos jogos indígenas e suas principais apresentações são lutas corporais.

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