O grupo indígena Gavião possui três divisões: os Parakatejê, os Kyikatejê e os Pykopjê. Vivem no estado do Pará, na terra indígena Mãe Maria. De acordo com o Siasi, em pesquisa realizada em 2012, existem 627 indivíduos no grupo Gavião. O contato com não-indígenas ocorreu durante uma busca por recursos naturais na década de 60, junto às Frentes de Expansão da sociedade nacional. Os Gaviões falam uma língua Timbira da família Jê, que pertence ao tronco linguístico Macro-Jê. O nome Gavião foi dado por viajantes que o descreviam como guerreiros e combativos. Eles se autodenominam Parakatejê, que significa "povo de jusante" (que segue o fluxo do rio) e Kyikatejê, o "povo de montante" (lugar da nascente do rio). Os rituais (ou brincadeiras, como denominam), dos Gaviões estão diretamente relacionados entre pessoas e grupos, mediante a utilização de um esquema simbólico: a divisão em metades. Todo o grupo está segmentado nas metades cerimoniais Pàn (Arara) e Hàk (Gavião), que disputam as tradicionais corridas de toras e os jogos de flechas. Existem, ainda, as divisões peixe, lontra e arraia, que são usadas na realização de outro ciclo cerimonial. Os Gaviões se adornam de acordo com a família ou festa. Os homens utilizam um adereço na cabeça feito de palha e as mulheres costumam usar brincos de pena e saiotes de miçanga. Os desenhos da pintura corporal e os adornos podem ficar mais trabalhados de acordo com o contexto. Existem festas em que usam fantasias de palhas para representar os seres das águas e também se cobrem com pequenas penas de pássaros fixadas no corpo com seiva. Já participaram de dez edições dos jogos. As principais participações do grupo são a corrida de tora, masculina e feminina, e arco e flecha.

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