O povo Canela está dividido em duas terras indígenas no estado do Maranhão. A principal fica no município de Fernando Falcão e a segunda em Barra do Corda. Pela última contagem do Siasi/Sesai, realizada em 2012, a população total era de 2.175 pessoas. Os Kapiekran, ancestrais dos Canela, foram indiretamente contatados por forças militares no fim do século XVII, mas, somente na última década do século XVIII, ocorreram efetivamente incursões contra sua população e seu modo de vida. Depois desse contato, os Canela permaneceram em paz. Só foram contatados novamente, em 1938, pelos Serviço de Proteção ao Índio, modificando a partir daí os seus traços culturais tradicionais. Falam a mesma língua do Krahô, do tronco Macro-Jê, com pequenas variações. Remanescentes do povo Timbira, o nome "Canela" era utilizado pelos sertanejos para identificar os habitantes daquela região. Se autodenominam Ramkokamekrá, que significa "índios do arvoredo de almecega", mas, também aceitam o nome Canela. Os rituais dos Canela se baseiam na família com o nascimento, puberdade e casamento. Existem ainda, os ritos de passagem, a perfuração das orelhas para os homens e a reclusão para as meninas. Costumam usar urucum no corpo e, às vezes, o carvão - que quando fixado pelo látex e aplicado ordenadamente significa uma manifestação familiar. A tintura azul-escura do jenipapo é feita exclusivamente em cerimonial, jamais no dia-a-dia. Em cerimônias solenes, eles também se ornamentam com penas de pato doméstico (antigamente, era penugem de gavião), coladas com a resina de almecega e aplicação de urucum em padrões precisos. Já participaram de 10 edições dos jogos indígenas e sua principal apresentação é a corrida com tora.

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