Os Kuikuro vivem no Parque Nacional do Xingu, na região conhecida como Alto Xingu, no Mato Grosso. Estão divididos em três aldeias, Ahukugi Lahatuá, e a principal, Ipatse. Em 2011, um levantamento do Ipeax, contabilizou 522 indivíduos nesta população. O primeiro contato com não-indígenas está registrado nos documentos do médico, explorador e antropólogo, Karl von dein Steinen, em 1884 e 1887. Steinen é lembrado nas narrativas Kuikuro como Kalusi, o primeiro branco (kagaiha) que "veio em paz", trazendo presentes e bens para trocar. Os Kuikuro receberam esse nome de Karl von dein Steinen, que tentava registrar os falantes da língua Karíb dos moradores da aldeia Kuhikugu. A autodenominação é sempre dada pelo nome do local ou aldeia, seguindo o termo ótomo, "donos ou mestres", por exemplo "Ipatsee ótomo", ou seja, donos de Ipatsee, Os rituais dos Kuikuros são semelhantes aos dos outros povos do Alto Xingu e começam com nascimento, passando pela vida vida adulta até morte, além da colheita e da pesca. Além do Kuarup - a festa dos mortos, um dos rituais mais conhecidos é o Yamaricumã, a festa das mulheres. Os homens se adornam com cintos de miçangas e colar de caramujo. Em época de festas, amarram linhas de lã nas pernas. As mulheres usam colares de miçanga com várias voltas, cinto de buriti e um adorno de palha para cobrir as partes intimas chamado uluri. A pintura corporal dos Kuikuro é feita com urucum e jenipapo. Os Kuikuro já participaram de três edições dos jogos. Suas principais participações são na luta corporal e na dança das mulheres.

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