Os Nambikwara vivem nos estados de Rondônia e Mato Grosso em 11 aldeias. A maioria está localizada perto das cabeceiras dos rios. Em um estudo realizado pela Funasa, em 2010, a população Nambikwara era de 1.950 indivíduos. Os primeiros registros de contato não-indígenas foram em 1770, durante uma expedição para buscar ouro e construir uma estrada. Posteriormente, os contatos passaram a ser mais intensos, tanto com missionários quanto com expedições militares. Falam a língua Nambikwara e não possui relação com outra língua indígena da América do Sul, mas dentro da própria família existe a divisão de Sabanê, Nambikwara do norte e Nambikawara do sul. O nome Nambikwara foi dado devido aos furos que possuem nas orelhas. Outros nomes são encontrados para as divisões internas deste povo. Os Nambikwara do norte são conhecidos como Mamaindê, os Nambikawara do sul como Halotésu, e os do Vale do Guaporé são conhecidos como Sararé. Os Nambikwara realizam um ritual feminino muito conhecido, a reclusão. Quando a menina menstrua pela primeira vez, fica isolada por três meses e no fim deste período é realizada uma grande festa na aldeia. Os rituais xamânicos dos Mamaindê são fortes, representam relações entre pessoas e espíritos mortos. A iniciação xamânica começa com a "morte" espiritual. Quando o indígena é atingido por espíritos, ele ganha colares mágicos que permitem o contato entre os planos. O grupo Mamaindê já participou uma vez dos jogos, apresentando esses rituais.

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