Os Manoki vivem no estado do Mato Grosso divididos em duas terras indígenas, a Irantxe, na região do Rio Cravari, e, a Myky, às margens do Rio Papagaio. Dentro dessas terras, existe ainda a divisão das aldeias. Em 2010, a Funasa fez um levantamento de dados e constou a existência de 102 indígenas Manoki. O contato com não-indígenas ocorreu com as frentes seringalistas, jesuíticas e pela própria atuação do Estado, que em 1907, decidiu expandir a linha telegráfica. Por isso, as Frentes de Expansão se intensificaram na região, quando se deu o primeiro contato com os Manokis. Sua língua, conhecida com Iranxe, não possui proximidade com nenhuma outra língua indígena brasileira. "Manoki", como são chamados e como eles se autodenominam, significa "ser humano". As atividades econômicas cotidianas das aldeias estão estreitamente ligadas com a vida ritualística. Existem festas para o período de abrir roça, seca e chuva, e ainda, para a iniciação masculina e flautas sagradas. Todos esses ritos estão estreitamente ligados um com o outro. Os principais adornos dos Manoki são os brincos de pena para perfuração do septo, os cocares de arara azul e colares de semente. Na pintura facial é utilizado urucum e traços feitos com jenipapo ou caldo de carvão. No corpo, usam belos braceletes de pena. Já participaram de três edições dos jogos indígenas, se destacando na modalidade de arco e flecha.

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