Os Paresi vivem em Rondônia e Mato Grosso, divididos em 10 aldeias. São 1.955 indígenas desta etnia, segundo pesquisa da Siasi/Sesai. Tiveram contato com não-indígenas, pela primeira vez, por meio da expedição Rondon, em 1907. Ao longo de 20 anos, o contato com homens brancos cresceu e a população diminuiu intensamente, principalmente devido a uma epidemia de gripe. O grupo remanescente passou, então, a viver próximo a um posto indígena perto de Mato Grosso. Falam a língua Paresi, da família Aruak. O nome "Paresi", apesar de não pertencer ao dialeto deles, era usado no século XIX para se referir a qualquer grupo indígena falante da língua Aruak. Se autodenominam Haliti, que significa "gente ou povo", de acordo com o contexto. Os Paresi têm uma vida ritualística forte, desde as atividades cotidianas até aos esportes e a pajelança. Uma das festas mais conhecidas é a Chicha, onde eles bebem o Óloniti, feito da fermentação do povilho com a mandioca brava. Essa comemoração ocorre tanto na passagem individual, nascimento, nominação e púberes, quanto com rituais no calendário da colheita. Os homens Paresi usam um saiote de algodão, cocares de arara azul, amarrações com penas para o joelho e muitos colares. As mulheres usam um arco de penas coloridas, saias de algodão tingido de amarelo e brincos de pena. A pintura para ambos é feita de jenipapo e urucum. Já participaram de nove edições dos jogos e a principal apresentação é o futebol de cabeça.

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