Os Pataxó estão divididos entre o extremo sul da Bahia e o norte de Minas Gerais. De acordo com a Funasa, existem, atualmente, 11.833 indígenas desta etnia. Pelos registros históricos, os primeiros contatos com os Pataxó ocorreu no século XVI por colonos que os descreviam como povos amigos. Desde então, eles têm contato com não-indígenas e lutam, constantemente, pela manutenção e preservação da cultura tradicional. Originalmente, falam a língua Patxohã. Contudo, devido ao intenso relacionamento com homens brancos, o dialeto foi esquecido e, durante anos, foi considerado inexistente, em função tambem da valorização da língua portuguesa. Desde 1998, os indígenas buscam recuperar a língua materna, pertencente à família linguística Maxacalí, do tronco Macro-Jê. O nome "Pataxó" é a própria autodenominação do grupo. Para muitos anciões significa "água da chuva que bate na terra". A maioria dos rituais praticados pelos indígenas estão relacionados a festas religiosas cristãs. Apenas um cerimonial antigo ainda é realizado, o Awê, quando se produz o cauim de grãos de milhos torrados ou casca de frutas. Ele permanecem durante todo o ritual cantando e tocando a mesma música, a diferença é o contexto, pode ser aberta ou restrita. Usam sementes de pau-brasil nos bustiês, colares, pulseiras, cintos e saiotes, que ainda ganham adornos de palha de buriti e algodão. A pintura é feita de urucum, jenipapo e argila amarela. No rosto é feito um grafismo de acordo com a família do indígena. Os Pataxó já participaram de 10 edições dos jogos indígenas e as principais atividades são os rituais com maracá e corrida.

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