Habitam três terras indígenas no estado do Mato Grosso e do Tocantins, uma delas é dividida com os Karajá. A terra de origem, de acordo com os Tapirapé, é a Serra do Urubu Branco. De acordo com a Funasa, em 2010, existiam 655 indivíduos desta etnia. Entre 1910 e 1947, os Tapirapé receberam constantes visitas dos servidores do SPI (Serviço de Proteção ao Índio), de missionários, antropólogos e trabalhadores de látex. Durante esse período, houve decrescimento populacional e o contato com não-indígenas passou a ser monitorado para evitar o desaparecimento deste povo. Devido aos constantes ataques de outros povos, principalmente Kayapó, os Tapirapé se dividiram e, anos mais tarde, se uniram novamente para lutar pela demarcação de suas terras de origem. Falam a língua Tupi e a origem do nome "Tapirapé" é desconhecida. Também são conhecidos como Apyãwa. Os pajés Tapirapé cuidam da saúde dos indígenas e dos espíritos que ainda não encarnaram. De acordo com a crença, os pajés são responsáveis por trazer a vida e guiar o espírito da criança até a mãe. O ritual mais marcante e longo é o Marakayja, a iniciação masculina. Acontece quando os garotos são levados à região do Urubu Branco e permanecem lá tempo suficiente para conseguir obter bastante caça para o ritual, quando voltam são considerados homens. Os demais rituais estão relacionados com as estações do ano. A pintura dos Tapirapé é realizada basicamente com jenipapo. Dependendo da ocasião, para identificar as pessoas, pintam todo o corpo e na face são desenhados traços e círculos. Já participaram de cinco edições dos jogos e a principal modalidade é a luta corporal.

POVOS

MODALIDADES INSCRITAS