Os Xavante vivem no estado do Mato Grosso e possuem 10 terras indígenas demarcadas. Estudo da Funasa realizado, em 2010, contabilizou 15.315 indivíduos desta etnia. Ao longo da história, os Xavante passaram por vários ataques e conflitos e eram conhecidos como bravos. No governo Getúlio Vargas, o contato com não-indígenas foi intensificado e eles passaram a ser chamados "índios propaganda", em referência a domesticação dos selvagens por parte do Estado. Apenas em 1960, o relacionamento com os Xavante ficou realmente pacífico devido a fome, doenças e demais conflitos que os acometeram. Falam a língua Acuen, da família linguística Jê, do tronco linguístico Macro-Jê. Se autodenominam A'uwe, que significa "gente". O nome Xavante foi dado por homens brancos para diferenciá-los de outros indígenas da língua Acuen. Os rituais Xavante envolvem todos os processos da vida como nascimento, casamento e nominação. Para os homens, existem cerimônias específicas como o Wai'a e o Da-nho're, quando a aldeia é dividida para competir pela performance de cantos e danças mais fortes. Os mais velhos também costumam ensinar aos mais novos os segredos sobrenaturais da aldeia, as dicotomias doença e cura, vida e morte e bem e mal. Se adornam com pinturas corporais feitas de urucum e carvão e cada desenho simboliza uma situação, como tristeza, felicidade, casamento ou guerra. Usam poucos adereços, são eles, o brinco de bambu e o colar com uma pena atrás. Já participaram de 10 edições dos jogos e sua principal modalidade é a corrida com tora.

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