Os Xerente vivem no estado do Tocantins e estão divididos em duas terras indígenas. Estudo realizado pela Funasa, em 2010, contabilizou 3.017 indígenas desta etnia. O primeiro contato com não-indígenas foi por intermédio das missões jesuíticas e por colonizadores que exploravam a região, ainda no século XVIII. No século XIX, o governo criou presídios militares onde estavam, em sua maioria, indígenas Xerente e Xavante. Por volta de 1940, após a separação dos Xavante, os Xerente ficaram ameaçados por fazendeiros e posseiros da região. A situação só melhorou quando o SPI (Serviço de Proteção ao Índio) criou dois postos, depois da denúncia do etnólogo Curt Nimuendajú. Falam um dialeto da família Jê do tronco linguístico Macro-Jê. O nome Xerente foi dado por homens brancos que tentavam diferenciá-los de outros grupos da região, mas sua autodenominação é Akwe. Os rituais fazem parte do cotidiano Xerente. Possuem cerimônias masculinas, grupos de nominação e classes de idade baseados nas relações de parentesco. Famosos pelo trabalho com capim dourado, eles produzem diversos tipos de artesanato com esse material, cocares, saias, bolsas, brincos, colares e pulseiras. Essa também é a forma que se adornam em dias de festa. A pintura corporal é feita, basicamente, de jenipapo e urucum. Só utilizam o algodão em festividades mais importantes. Já participaram de cinco edições dos jogos e sua principal atividade no evento é a corrida com tora.

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