Os Kayapó vivem no Pará e no norte do Mato Grosso espalhados em nove terras indígenas. Estudo realizado pela Funasa, em 2010, contabilizou 8.638 indígenas desta etnia. Os primeiros contatos com não-indígenas foram no século XIX e considerados desastrosos pois houve uma competição desigual. Os Kayapó sofriam ataques de colonizadores que o massacravam, vendendo-os como escravos. Isso fez com que esse povo se mudasse para a região mais oeste do país em busca de esconderijo. Depois de 30 anos, houve um novo contato por meio da Frente de Expansão que dividiu os Kayapó em dois subgrupos: os que optaram por se relacionar com os brancos e os que preferiram o isolamento. Aqueles que escolheram o contato com os brancos foram assassinados e extintos. Nos anos 60, uma nova frente de contato foi realizada. Dessa vez com mais cautela e planejamento, trazendo uma relação permanente com a sociedade nacional. Falam um idioma da família Jê, do tronco Macro-Jê. Eram chamados por grupos indígenas vizinhos de Kaiapó, que significa “aqueles que se assemelham a macacos”. Mas, se autodenominam Mebêngôkre, "os homens do buraco ou lugar dágua". Para essa etnia, a relação com a natureza é de extrema importância, por isso, sempre fazem rituais marcados por cantos e rezas para proteger a região. Eles acreditam que quanto mais se socializam com o ambiente, melhor é para o local, diminuindo a chance de mistura entre espíritos humanos e de animais. Os rituais são divididos em três categorias: confirmação de nome, agrícolas (caça e pesca) e de passagem. São conhecidos pelas precisões nos traços dos grafismos étnicos, feitos com jenipapo e carvão. Os homens se adornam com cocares de pena de arara e as mulheres com longos colares de miçangas, braceletes e pulseiras. Já participaram de 10 edições dos jogos indígenas e a principal apresentação deles é o Ronkrã.

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