Os Guarani-Kaiowá vivem no Paraguai e no Brasil na região do Mato Grosso do Sul, espalhados em 33 pequenas terras indígenas, quase todas descontinuadas. A relação dessa etnia com a terra é espiritualmente muito forte, chamada de Tekoha, que significa o "lugar de ser". Pesquisa da Funasa, realizada no Brasil, em 2008, contabilizou 31 mil indígenas Guarani-Kaiowá. Desde a chegada dos colonizadores entre os séculos XVI e XVIII, os Guarani receberam diversas missões jesuíticas que tinham o objetivo de catequizá-los. Com a entrada dos "Encomenderos" espanhóis para escravização, o território foi cenário de disputas dos não-indígenas. Falam a língua Guarani, do tronco linguístico Tupi-Guarani. A denominação Guarani se refere ao seu território, que vem do termo, Ka'a o gua, os "pertencentes da floresta alta/densa". Se autodenominam Pa'-Tavyterã, que significa "habitante do povo da verdadeira terra futura". Frequentemente, realizam ritos com cânticos, rezas e danças. Dependendo da localidade, situação e circunstância, podem ser feitos cotidianamente, começando ao cair da noite e prolongando-se por várias horas. Existem duas cerimônias de destaque: a do milho, que vai da plantação até a colheita e preparação de alimentos e a de nomeação. Além da pintura corporal, os Guarani-Kaiowá fazem roupas de algodão ou juta com miçangas. Cada vestimenta tem o grafismo de seu clã. Já participaram de nove jogos indígenas e suas principais atividades são as rezas e o grupo de canto das crianças.

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