Localizados no município de Tucuruí (PA), os Asuriní ocupam a terra indígena Trocará, que fica a 30km da Hidroelétrica do Tucuruí e abriga em toda a sua largura a rodovia PA-156. Em 2012, estudos do Siasi/Sesai contabilizaram 516 pessoas desta etnia. Pelos registros da frente pioneira, os primeiros relatos sobre os Asuriní surgiram no início do século XX, em uma região que fica acima da cachoeira Itaboca. O local acabou se tornando uma área de exploração da castanha-do- pará. Em seguida, com a construção da Estrada de Ferro Tocantins, os indígenas reagiram a essas invasões lutando contra não indígenas que e exploravam a região. Em 1953, foi oficializado pela frente de atração do Serviço de Proteção aos Índios o contato com este povo. O termo Asurini tem procedência na língua Juruna e desde o século passado é utilizado para indicar diferentes grupos tupis da região. Conhecidos também por Asuriní do Trocará e por Akuáwa-Asuriní, eles se autodenominavam Akuáwa, mas com o tempo reconheceram o nome Asuriní, como preferem ser chamados. Atualmente, eles falam Português, porém, a língua de origem pertence à família Tupi-Guarani. Entre os Asuriní, o mundo sobrenatural é divido em duas esferas, a de Mahira (o grande criador) e o Sawara (o espírito da onça). As atividades xamanísticas são intensas e de grande importância, sendo o principal evento a festa do tabaco. A pintura varia de acordo com o ritual, porém o mais comum é a pintura preta no corpo, o rosto vermelho de urucum e uma faixa preta nos olhos. Os homens utilizam belos cocares de pena de arara. Já participaram de sete edições dos Jogos e sua principal apresentação é a representação do ritual de sepultamento dos mortos.

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