Os Rikbaktsa habitam em três terras indígenas: Erikpatsa, Japuíra e Escondido, todas no município de Juína (MT). De acordo com a Funasa, em 2010, a população dessa etnia era de 1.324 indivíduos. O primeiro registro de contato com não-indígenas foi em 1940 com a entrada dos seringueiros na região. Sempre protegeram suas terras, e, por isso, eram conhecidos como guerreiros. A relação pacífica entre indígenas e brancos só se deu no período de 1957 a 1962. Falam a língua Rikbaktsa, do tronco linguístico Macro-Jê. A autodenominação Rikbaktsa significa "os seres humanos". Mas, são conhecidos regionalmente como canoeiros, pela habilidade com o uso de canoas. Também são chamados de "orelhas de pau" porque usam enormes botoques, feitos de caixeta e introduzidos nos lóbulos alargados das orelhas. O ciclo cerimonial é ligado aos períodos de plantações, caça, pesca e coleta de frutos e sementes. Para cada um deles são realizados rituais de celebração com danças e cantos, marcando o início de uma nova fase do ciclo. Se adornam com alargadores nos lóbulos das orelhas e cocares de penas brancas e amarelas. As mulheres usam vários colares feitos de sementes e alguns homens utilizam brincos de penas no nariz. As pinturas são raras. Quando utilizadas, elas são específicas de clãs e cada uma possui o próprio desenho, geralmente feitas de jenipapo e urucum. Os Rikbaktsa já participaram de cinco edições dos jogos indígenas e, neste ano, vão apresentar danças e a habilidade com canoas.

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