O povo Javaé habita na Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, na divisa entre Tocantis e Goiás. Eles compartilham a região com mais dois povos, os Xambioá e os Karajá. Estão divididos em 13 aldeias ao longo do rio Javaés, e, apenas uma delas fica no interior da ilha. Estudo da Funasa realizado em 2009, contabilizou 1.456 indivíduos, representando a população total desta etnia. Os primeiros contatos com não-indígenas foram no início do século XX. Antes disso, os contatos eram feitos por meio dos Karajá; habitantes seculares das margens do Rio Araguaia. Com a diminuição demográfica das regiões indígenas, os Javaé nomearam os brancos de "grandes feiticeiros". Falam a língua Karajá, assim como os outros habitantes da ilha. Existe, porém, uma diferenciação entre os idiomas, ainda estudada pela linguística. Contudo, todas elas são do tronco linguístico Macro-Jê. O nome Javaé é desconhecido por historiadores e antropólogos. Também se autodenominam Itya Mahãdu, "o povo do meio", por morarem no nível intermediário do cosmos, entre o subaquático e o celeste. Um dos principais rituais dos Javaé é a dança dos Aruanãs, quando os espíritos habitantes das águas saem ao chamado dos Xamãs para conhecerem a vida na terra. Também possuem rituais de iniciação, colheita e matrimônio. Costumam usar amarrações de tecido vermelho nas pernas e o grafismo corporal é feito de jenipapo. Os cocares coloridos têm diferentes formas, já os colares são de miçanga e formam os principais grafismos de sua etnia. Em alguns rituais, o corpo é adornado de algodão ou penas brancas. Já participaram de 10 edições dos Jogos Indígenas com apresentações culturais de danças e ritos.

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